quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Os Dois Lados do veneno - Capítulo 5


Depois de ficarmos conversando na cama, An se aproximou de mim e se sentou. Deitei, então em cima de seus joelhos e Jú, um pouco mais afastada, ouviu Francy chorar. Ela mesmo se ofereceu a ir buscá-la. Nesse momento em que Jú saiu, An se inclinou para tirar um beijo de mim. Quando Ju entrou com a nenê no colo, nos viu e riu alto. Paramos e começamos a rir também. Logo, Jú deu Francy para An, que a amamentou. Jú a pegou de volta e a pôs sentada na cama. Ela, se esticou e com dificuldade, se ajustou como se fosse engatinhar. Jú, querendo a ajudar, ficou chamando-a e ela correspondeu, dando suas duas primeiras 'passadas'.Nós três ficamos igual umas bobocas rindo por um bom tempo. Já de noite, meus cortes começaram a latejar e doer. Jú ligou para sua mãe, e ela, disse para passar álcool, par desinfetar. Depois, coloquei gaze e atadura nos braços e na perna. Na hora de dormir, Ju dormiu comigo e An, como iria sair bem cedo, dormiu no outro quarto menor. De manhã, acordei com café na cama. Tinha suco, dois sanduíches e barrinhas de cereal. Eu e Jú comemos e depois levantei para ir ao banheiro. Tirei a atadura que estava com sangue. Fui tomar banho e quando saí, pus de novo álcool pra desinfetar e uma pomadinha pra dor e inchaço. Pus a atadura nova e me vesti com uma roupa de frio.

Juliana estava de banho tomado e tinha trazido umas roupas dela em sua mala, pois ficaria ali por mais três dias. Fui ao quarto que Anny dormiu e estava tudo arrumado, com um bilhete na cama.

"Valentina, fui trabalhar. Hoje fico de plantão. Volto depois de amanhã, porém vou pra casa de minha mãe. Nos vemos no próximo final de semana" 
 Depois de ler, eu e Jú fomos conversar.

Jú: Tina, você não acha que é muito cedo pra namorar com a Anny, não?

Eu: Porque você acharia isso?
Jú: Poxa Tina, você conheceu a menina tem uns três dias...
Eu: Só estou correndo atrás do tempo perdido, Jú...
Jú: Mas também não precisa ser assim... Só acho que você tá insegura demais e ficou cega quando viu que a Anny estava aqui, dando mole pra você e agora tá confiando cegamente em alguém 'errado'...
Eu: Não acho que ela seja o alguém errado. Poxa, Juliana, pelo menos uma vez na vida, confia em mim!
Juliana: Mas é que eu tenho medo de outro alguém chamar a sua atenção e você me substituir. Eu tenho medo desse outro alguém ser a Anny. Acontece que é isso.
Eu: Mas Ju, não é pra tanto. Eu te amo e você sabe disso. Nós somos amigas, esqueceu?


Juliana sorriu e então, fomos pra sala conversar. Ela disse que tinha uma festa de noite pra ir e perguntou se eu queria. Não estava a fim de ir, mas ela pediu tanto que eu concordei. Chegada a hora, me arrumei e pus a roupa. Esperei Juliana e logo saímos. Fomos no carro dela. Era uma boate, bastante agitada. Pelo vidro do carro olhei e olhei para ela. Ela olhou pra mim e sorriu. Rimos, sabe? Rimos de nada, ou talvez, de tudo...