Agora, estou indo ao shopping para fazer uma tatuagem. Não uma tatuagem qualquer, mas uma tatuagem que significará a minha dependência, a tatuagem que significará a minha vida.
Minha mãe: Filha, vamos?! Estou te esperando aqui em baixo.
Eu: Tô indo mãe, vou só pegar a minha bolsa. - Disse caminhando em direção a bolsa pronta para descer.
Minha mãe: Se nós nos atrasarmos, a culpa será apenas sua. - Resmungou, me olhando descer lentamente a escada.
Eu: Tô indo mãe, vou só pegar a minha bolsa. - Disse caminhando em direção a bolsa pronta para descer.
Minha mãe: Se nós nos atrasarmos, a culpa será apenas sua. - Resmungou, me olhando descer lentamente a escada.
Fiquei quieta. Apenas ouviu as reclamações dela que só cessaram meia hora depois, quando estávamos entrando na loja "Tatuagens&Piercings". Ao entrarmos, a moça que parecia aborrecida atendeu-nos:
Moça: Posso ajudar as princesas?
Eu: Sim, gostaria de fazer uma tatuagem circundando o meu pulso, com algo escrito delicada e brevemente.
A moça fez sinal positivo com a cabeça e me chamou para uma espécie de quartinho improvisado. Ao entrar, fiquei um pouco nervosa e desconfortável, mas ao ouvir a doce voz da moça, fui me tranquilizando e obedecendo as suas ordens. Expliquei a ela como era a tatuagem, e ela simplesmente fez. Demorou uns 20 minutos. 20 minutos de muita dor. Não demonstrei nadinha, mas a minha vontade era de arrancar aquilo tudo e ir embora correndo e gritando. Superei. Mais uma vez, eu fui forte. Ao terminar, adorei como ficou. Pedi a ela para escrever a palavra "AMORE" com tudo maiúsculo. Não sei porque eu escrevi isso, eu só senti que aquilo que eu realmente deveria escrever. Quando minha mãe viu, fez uma cara de poucos amigos e eu sorri. Paguei e fomos embora.
Quando chegamos em casa, fui para o meu quarto e vi como tinha ficado. Aquilo, realmente eu tinha gostado. Nada forçado e nada feio. Nada feminino e nada masculino. Nada assim e nada assado. Ficou perfeitamente do jeito que eu imaginava, se não um pouco melhor. Sentei-me na cama e peguei meu celular dentro da bolsa que eu havia jogado no chão do canto do meu quarto. Liguei para a Juliana. Juliana era minha única amiga, que aliás, minha mãe não gostava dela por ter tatuagens e piercings tomados pelo corpo. Conversei com ela durante horas, até que ouvi meu pai me chamar:
Pai: Tina, desça aqui, por favor.
Eu: Sim, papai. Já desço.
Moça: Posso ajudar as princesas?
Eu: Sim, gostaria de fazer uma tatuagem circundando o meu pulso, com algo escrito delicada e brevemente.
A moça fez sinal positivo com a cabeça e me chamou para uma espécie de quartinho improvisado. Ao entrar, fiquei um pouco nervosa e desconfortável, mas ao ouvir a doce voz da moça, fui me tranquilizando e obedecendo as suas ordens. Expliquei a ela como era a tatuagem, e ela simplesmente fez. Demorou uns 20 minutos. 20 minutos de muita dor. Não demonstrei nadinha, mas a minha vontade era de arrancar aquilo tudo e ir embora correndo e gritando. Superei. Mais uma vez, eu fui forte. Ao terminar, adorei como ficou. Pedi a ela para escrever a palavra "AMORE" com tudo maiúsculo. Não sei porque eu escrevi isso, eu só senti que aquilo que eu realmente deveria escrever. Quando minha mãe viu, fez uma cara de poucos amigos e eu sorri. Paguei e fomos embora.
Quando chegamos em casa, fui para o meu quarto e vi como tinha ficado. Aquilo, realmente eu tinha gostado. Nada forçado e nada feio. Nada feminino e nada masculino. Nada assim e nada assado. Ficou perfeitamente do jeito que eu imaginava, se não um pouco melhor. Sentei-me na cama e peguei meu celular dentro da bolsa que eu havia jogado no chão do canto do meu quarto. Liguei para a Juliana. Juliana era minha única amiga, que aliás, minha mãe não gostava dela por ter tatuagens e piercings tomados pelo corpo. Conversei com ela durante horas, até que ouvi meu pai me chamar:
Pai: Tina, desça aqui, por favor.
Eu: Sim, papai. Já desço.
Desliguei o celular, guardei e assim desci.
Pai: Já está com tudo preparado para amanhã, meu anjo?- Perguntou ele se referindo a viajem de Califórnia à cidade vizinha.
Eu: - Sim papai, está tudo empacotado, falta só descer com as caixas para o seu carro, e na madrugada partir. - Respondi.
Pai: - Sim querida. Venha comigo, me ajudar a descer com os pacotes. - Disse ele com os olhos lacrimejando.
Descemos com todas as caixas e depois jantamos. Mamãe não falava nada, só balançava a cabeça e dramática como era, clamava o nome de Deus e falava que não conseguiria sobreviver sem o seu único "bebê". Eu como sempre, não falava nada. Apenas disfarçava, e mudava de assunto, afinal, minha decisão já estava tomada, e era aquilo que eu queria para a minha vida. E como a Jú já tinha me dado um conselho: "Não liga muito pro que tua mãe fala, liga pro que ela demonstra em seu olhar". Resolvi seguir, e ao olhar os olhos de minha mãe, ela rapidamente desviou, pois sabia que se eu visse, ela estaria dando Graças por eu estar indo. Aliás, era uma fase da minha vida em que eu tinha de passar. Ao acabar a janta, subi para o meu quarto, aonde só me restava poucas coisas no banheiro e um colchão um pouco rasgado que ninguém usava fazia tempo. Lá, eu fui ao banheiro e como Califórnia é frio, tomei uma ducha bem rápida, me vesti, escovei os dentes, ajeitei os Dreads do cabelo e deitei com o fone de ouvido. Dormi ouvindo música, e aliás, dormi muito ansiosa! Às 4:00, acordei e rapidamente comi algo e me arrumei. Desci e me deparei com meu pai, que já me esperava para podermos ir. Dei um beijo em mamãe e fomos. Já dentro do carro, olhei quase chorando para a minha ex-casa que quase não dava para ver nada por conta do escuro que a madrugada causava. Dormi dentro do carro de papai e só acordei quando estávamos em frente a minha casa. Olhei para o papai e sorri. Papai retribui o sorriso e com os olhos molhados de lágrimas, me deu um beijo, me ajudou com os pacotes da mudança, e foi sem nem dizer uma palavra. Antes dele ir, olhou profundamente minha tatuagem. Nunca esquecerei daquele olhar. O olhar mais sincero que já vi! Ao entrar na minha casa, chorei. Chorei sozinha por horas e horas. Não sei de onde vinham aquelas lágrimas, eram estranhas, sei que de felicidade não eram, porém de tristeza também não. Lá para as 10:00, eu parei de chorar e arrumei a casa, ajeitei tudinho ! A casa, era bastante espaçosa para mim. Ali, haviam 3 quartos. 2 desnecessários, pois só usaria um. Logo após, tomei um banho e liguei para a casa de mamãe. Ela atendeu. Disse que estava bem (menti) ela disse que também estava (uma dúvida que sempre levarei comigo) e papai já havia chegado. Depois de pouco conversar com mamãe, desliguei. O resto do dia, foi deprimente, ninguém havia lembrado do meu aniversário.
Pai: - Sim querida. Venha comigo, me ajudar a descer com os pacotes. - Disse ele com os olhos lacrimejando.
Descemos com todas as caixas e depois jantamos. Mamãe não falava nada, só balançava a cabeça e dramática como era, clamava o nome de Deus e falava que não conseguiria sobreviver sem o seu único "bebê". Eu como sempre, não falava nada. Apenas disfarçava, e mudava de assunto, afinal, minha decisão já estava tomada, e era aquilo que eu queria para a minha vida. E como a Jú já tinha me dado um conselho: "Não liga muito pro que tua mãe fala, liga pro que ela demonstra em seu olhar". Resolvi seguir, e ao olhar os olhos de minha mãe, ela rapidamente desviou, pois sabia que se eu visse, ela estaria dando Graças por eu estar indo. Aliás, era uma fase da minha vida em que eu tinha de passar. Ao acabar a janta, subi para o meu quarto, aonde só me restava poucas coisas no banheiro e um colchão um pouco rasgado que ninguém usava fazia tempo. Lá, eu fui ao banheiro e como Califórnia é frio, tomei uma ducha bem rápida, me vesti, escovei os dentes, ajeitei os Dreads do cabelo e deitei com o fone de ouvido. Dormi ouvindo música, e aliás, dormi muito ansiosa! Às 4:00, acordei e rapidamente comi algo e me arrumei. Desci e me deparei com meu pai, que já me esperava para podermos ir. Dei um beijo em mamãe e fomos. Já dentro do carro, olhei quase chorando para a minha ex-casa que quase não dava para ver nada por conta do escuro que a madrugada causava. Dormi dentro do carro de papai e só acordei quando estávamos em frente a minha casa. Olhei para o papai e sorri. Papai retribui o sorriso e com os olhos molhados de lágrimas, me deu um beijo, me ajudou com os pacotes da mudança, e foi sem nem dizer uma palavra. Antes dele ir, olhou profundamente minha tatuagem. Nunca esquecerei daquele olhar. O olhar mais sincero que já vi! Ao entrar na minha casa, chorei. Chorei sozinha por horas e horas. Não sei de onde vinham aquelas lágrimas, eram estranhas, sei que de felicidade não eram, porém de tristeza também não. Lá para as 10:00, eu parei de chorar e arrumei a casa, ajeitei tudinho ! A casa, era bastante espaçosa para mim. Ali, haviam 3 quartos. 2 desnecessários, pois só usaria um. Logo após, tomei um banho e liguei para a casa de mamãe. Ela atendeu. Disse que estava bem (menti) ela disse que também estava (uma dúvida que sempre levarei comigo) e papai já havia chegado. Depois de pouco conversar com mamãe, desliguei. O resto do dia, foi deprimente, ninguém havia lembrado do meu aniversário.

WOW! Sério, eu amei, eu AMEI mesmo! O final foi tipo.. CARACA! Ninguém se lembrou do aniversário dela...
ResponderExcluirCONTINUAAAAA!
Hahaha...Obrigado! Em breve tem muito mais! ;)
ExcluirWoooooow! Ameeeei, ficou demaaaaaaais! Quando postar o 2° me avisaaa! Ficou show :))
ResponderExcluirPostado ;) <3 bjs
ExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
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