Homem de preto: Que há, princesa?- Sorriu debochadamente
Eu: Com licença, estou de saída.- Disfarcei e assustada tentei correr.Homem de preto: Tá apressadinha meu anjo, vá agora não, tenho uma surpresinha! - Exclamou e me agarrou, me levando para um beco vazio e abandonado.
Gritei e tentei me afastar dele. Já era, ele me deu uma pancada na cabeça e me deu um beijo no pescoço. Rasgou a minha roupa e eu não podia fazer nada, não conseguia me mexer, só conseguia ver e tentava gritar, mas apenas balbuciava qualquer coisa. Vi ele fazer tudo aquilo, e já no fim, senti uma dor profunda e desmaiei. Retomei meus sentidos, devia ser umas 5:00, aonde estava eu desmaiada e coberta de sangue pelo corpo. Levantei a mão tatuada repleta de sangue e nada falei. Recolhi oque sobrava de minhas roupas e tentei me cobrir - Não deu-. Corri nua para a casa. Ninguém me viu, estava cedo demais e escuro ainda. Ao chegar em casa, entrei na banheira e tentei me afogar -nada- , tentei mais uma vez -nada- e então, finalmente eu chorei. Chorei ao ver oque ele tinha feito em mim. Chorei ao lembrar de como eu era, chorei ao lembrar de que naquele momento eu tinha sido fraca e de como eu estava chorando. Aquilo, estava sendo horrível. Um sentimento de culpa estava dentro de mim. Peguei uma espécie de lâmina e me cortei. Cortei o pulso que não estava tatuado. Se doeu? Sim, e muito. O que eu não entedia, é como que eu tinha coragem para me cortar e não para não chorar. Naquela hora, tudo estava complicado. Eu dormi naquela banheira, quando parei de me cortar e apenas fiquei vendo o sangue sair. Não vi a hora que era, só percebi que quando acordei, já devia ser horário de almoço. Oque me importava que horário era? Nada mais fazia sentido pra mim, eu tinha vontade de morrer e de morrer, eu mais do que tinha vontade. Mergulhei meus Dreads na água, quase acabei com eles, mas eu disse quase. Quando me levantei, retomei a pegar a lâmina e cortei minha perna. Nela, eu escrevi "Sorry" (desculpa). Acho que era a Deus que eu estava escrevendo aquilo. A quem mais eu deveria me desculpar? Pois é, ninguém além de Deus e de mim mesma.
Ao terminar aquela estupidez, saí da banheira repleta de sangue e fui tomar uma ducha. Me limpei, me lavei, me purifiquei. Saindo de lá, coloquei um conjunto preto, que tampava meus pulsos sem machucá-los e uma calça pouco apertada, que tinha como defeito que machucava muito meus cortes na perna. Ao terminar, liguei desesperadamente pra Jú:
Eu: Alô amiga, é a Valentina.
Eu: Com licença, estou de saída.- Disfarcei e assustada tentei correr.Homem de preto: Tá apressadinha meu anjo, vá agora não, tenho uma surpresinha! - Exclamou e me agarrou, me levando para um beco vazio e abandonado.
Gritei e tentei me afastar dele. Já era, ele me deu uma pancada na cabeça e me deu um beijo no pescoço. Rasgou a minha roupa e eu não podia fazer nada, não conseguia me mexer, só conseguia ver e tentava gritar, mas apenas balbuciava qualquer coisa. Vi ele fazer tudo aquilo, e já no fim, senti uma dor profunda e desmaiei. Retomei meus sentidos, devia ser umas 5:00, aonde estava eu desmaiada e coberta de sangue pelo corpo. Levantei a mão tatuada repleta de sangue e nada falei. Recolhi oque sobrava de minhas roupas e tentei me cobrir - Não deu-. Corri nua para a casa. Ninguém me viu, estava cedo demais e escuro ainda. Ao chegar em casa, entrei na banheira e tentei me afogar -nada- , tentei mais uma vez -nada- e então, finalmente eu chorei. Chorei ao ver oque ele tinha feito em mim. Chorei ao lembrar de como eu era, chorei ao lembrar de que naquele momento eu tinha sido fraca e de como eu estava chorando. Aquilo, estava sendo horrível. Um sentimento de culpa estava dentro de mim. Peguei uma espécie de lâmina e me cortei. Cortei o pulso que não estava tatuado. Se doeu? Sim, e muito. O que eu não entedia, é como que eu tinha coragem para me cortar e não para não chorar. Naquela hora, tudo estava complicado. Eu dormi naquela banheira, quando parei de me cortar e apenas fiquei vendo o sangue sair. Não vi a hora que era, só percebi que quando acordei, já devia ser horário de almoço. Oque me importava que horário era? Nada mais fazia sentido pra mim, eu tinha vontade de morrer e de morrer, eu mais do que tinha vontade. Mergulhei meus Dreads na água, quase acabei com eles, mas eu disse quase. Quando me levantei, retomei a pegar a lâmina e cortei minha perna. Nela, eu escrevi "Sorry" (desculpa). Acho que era a Deus que eu estava escrevendo aquilo. A quem mais eu deveria me desculpar? Pois é, ninguém além de Deus e de mim mesma.
Ao terminar aquela estupidez, saí da banheira repleta de sangue e fui tomar uma ducha. Me limpei, me lavei, me purifiquei. Saindo de lá, coloquei um conjunto preto, que tampava meus pulsos sem machucá-los e uma calça pouco apertada, que tinha como defeito que machucava muito meus cortes na perna. Ao terminar, liguei desesperadamente pra Jú:
Eu: Alô amiga, é a Valentina.
Juliana: Oi Tina, tudo bem?
Eu: Jú, sem enrolação, corre pra cá! Preciso de você!
Juliana: Mas Tina,...
Eu: Me espera, eu tô aí perto, daqui a 45 minutos eu chego. - Ela desliga.
Nunca tinha gritado assim com ninguém. Quando desliguei, percebi que a vizinha da frente que aparentava ter a minha idade, sorriu para mim, e eu acenei sem nenhum sorriso. Vagarosamente, me entupi de maquiagem para que ela não percebesse meu rosto inchado e machucado. Quando a campainha tocou, eu percebi que o sangue estava tomando conta da minha perna e manchando a calça. -Merda!- Ouvi:
Pela campainha: Tina, é a Jú, tá acontecendo alguma coisa?
Juliana: Mas Tina,...
Eu: Me espera, eu tô aí perto, daqui a 45 minutos eu chego. - Ela desliga.
Nunca tinha gritado assim com ninguém. Quando desliguei, percebi que a vizinha da frente que aparentava ter a minha idade, sorriu para mim, e eu acenei sem nenhum sorriso. Vagarosamente, me entupi de maquiagem para que ela não percebesse meu rosto inchado e machucado. Quando a campainha tocou, eu percebi que o sangue estava tomando conta da minha perna e manchando a calça. -Merda!- Ouvi:
Pela campainha: Tina, é a Jú, tá acontecendo alguma coisa?
Eu: Não Jú, pode entrar, eu tô no banheiro, me espera aí na sala!
Corri para o banheiro e troquei a calça tomada pelo sangue. Dessa vez, coloquei uma mais apertada, pois assim, faria o sangue parar. -Pensamento falho- saí do banheiro e forcei um sorriso falso para a Juliana. Jú, como me conhecia mais do que ninguém, falou:
Juliana: Tina, que maquiagem é essa na tua cara? Você odeia maquiagem. E porque você gritou comigo daquele jeito no celular? Eu tô preocupada Valentina, você não vai falar nada não? Porque você não para de olhar pro chão ? Valentina Casabella, me responde, olha pra mim!- Gritava Juliana.
Eu: Eu, eu... Jú, eu preciso te contar uma coisa. Uma coisa terrível. Eu, eu... eu fui abusada !- disse, quase chorando.- Foi ontem, quer dizer foi de ontem pra hoje, eu... eu fui abusada por um cara em uma praça a noite, ele me obrigou a fazer aquilo tudo, eu não queria fazer nada, e você sabe, eu nunca namorei, pois nunca quis me apegar a ninguém para não sofrer, mas, mas eu to sofrendo muito mais agora, eu preciso de uma amiga para desabafar, eu preciso de você aqui, eu preciso de alguém para poder contar oque eu to sentindo. Eu preciso desabafar.
Juliana, ao olhar para baixo, fez uma cara de espanto e gritou.
Juliana: Tina, as suas pernas estão sangrando muito!
Juliana: Tina, que maquiagem é essa na tua cara? Você odeia maquiagem. E porque você gritou comigo daquele jeito no celular? Eu tô preocupada Valentina, você não vai falar nada não? Porque você não para de olhar pro chão ? Valentina Casabella, me responde, olha pra mim!- Gritava Juliana.
Eu: Eu, eu... Jú, eu preciso te contar uma coisa. Uma coisa terrível. Eu, eu... eu fui abusada !- disse, quase chorando.- Foi ontem, quer dizer foi de ontem pra hoje, eu... eu fui abusada por um cara em uma praça a noite, ele me obrigou a fazer aquilo tudo, eu não queria fazer nada, e você sabe, eu nunca namorei, pois nunca quis me apegar a ninguém para não sofrer, mas, mas eu to sofrendo muito mais agora, eu preciso de uma amiga para desabafar, eu preciso de você aqui, eu preciso de alguém para poder contar oque eu to sentindo. Eu preciso desabafar.
Juliana, ao olhar para baixo, fez uma cara de espanto e gritou.
Juliana: Tina, as suas pernas estão sangrando muito!
Fingi que não me importava - e mais uma vez, menti ao pensar-. Olhei para Jú, não sabia se ela estava se preocupando mais com a minha perna ou com oque havia acontecido. Ela estava nervosa, não sabia oque falar, e então, desesperada ela gritou.
Juliana: Tina, senta aqui e tira as calças agora!
Não pude fazer nada, se não obedecer. E ao ver o estado em que estava minha perna, Jú ligou para a sua mãe que estava em Califórnia, e como era médica, poderia ajudar sem causar muito alvoroço com os meus pais. Afinal, eles não saberiam. Não saberia, se ninguém contasse.
Juliana: Meu deus, oque você fez aí Valentina Casabella ?- Gritou Jú, apavorada com oque vira.
Eu: Eu me cortei. - Respondi.
Juliana: E é só isso que você me diz? Simplesmente um " Eu me cortei"?
Eu: Não, eu também cortei meus pulsos.-Amostrei levantando a manga da camisa que também já estava ensopada de sangue, só que por a camisa ser preta, não estava a amostra.
Juliana, neste momento, já não sabia oque dizer. Simplesmente dava forças, como "Vai melhorar amiga, minha mãe ta a caminho... depois isso passa, você esquece.", e naquele momento, parecia que meu mundo iria desabar, só se passava pela minha cabeça, todos aqueles momentos constrangedores, de fraquesa, em que eu não pude ser mais forte do que um homem. Do que eu não pude ser mais forte do que uma lâmina. Do que eu não pude lutar, para me recuperar de tudo aquilo. A cada momento que ía se passando, tudo vinha em minha cabeça, como lembranças atormentadoras, aonde eu não podia fazer nada, para sair daquele poço de tristeza. Sim, aquilo era um poço. Um poço da vida, e como em um dia, você pode estar em cima do poço, no outro você pode estar lá em baixo, assim em um dia, você pode não sair dali, a profundidade do poço, depende. Depende de como você alimenta e cuida daquele poço. O poço, são os seus medos, que um dia podem se concretizar, mais você pode reverter toda aquela situação, depende de como você alimenta seus medos. O poço, podia ser pequeno, mais eu fui alimentando, dando corda para aquela dor, e aquele sofrimento, assim ele foi crescendo e crescendo, até se tornar um poço grande, aonde já estava possuindo mais de 3 metros. 3 metros de medo. 3 metros de solidão. 3 metros difíceis de sair. E foi percebendo essa dificuldade, que eu percebi como já estava entregue à aquela depressão, que começou através de uma noite. Uma noite de meu aniversário. Uma noite, em que um homem, se aproveitou de minha fraqueza de um modo muito brusco. Uma noite, na qual nunca me esquecerei. Quando estava eu, pensando nisso tudo, vi-me perdendo muito sangue, e então, desmaiei.
...
...



PERFEITO!
ResponderExcluirContinua
OKOK ;)
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